ROTEIRO DE PESQUISA DA VIAGEM

Artes

 

Ouro Preto

 

Igreja Nossa Senhora do Pilar

     A igreja Nossa Senhora do Pilar uma das matrizes de Ouro Preto foi construída durante a segunda fase do período barroco, conhecido como Joanino. A construção da igreja durou de 1711 a 1733 onde foram utilizados cerca de 450 quilos de ouro e prata, sendo a 2ª igreja mais rica em ouro do país.

     A igreja foi construída onde havia uma pequena capela, no ano de sua inauguração foi feita uma cerimônia celebre onde ocorreu o translado do Santíssimo para a nova Matriz com um grande cortejo.

     Seu projeto é atribuído a Pedro Gomes Chaves e o altar-mor foi executado por Francisco Xavier de Brito. A igreja possui quinze painéis decorativos representando o antigo e o novo testamento. A igreja e o apogeu da decoração barroca, com o seu douramento excessivo. A Matriz de Nossa Senhora do Pilar é um dos mais exuberantes templos de Minas Gerais. Em 1825, devido ao mau estado de conservação da fachada, a irmandade responsável pela igreja resolveu reconstruí-la, o que acabou lhe conferindo uma característica eclética. A igreja ainda possui o Museu de Arte Sacra de Ouro Preto que contém inúmeras esculturas de Aleijadinho.

     As esculturas da igreja são construídas em madeira e cedro, com uma policromia utilizando camadas de gesso, argila ou cola de músculo de animais para dar um maior realismo, depois fazia-se o doramento das peças. A igreja possui um artequis, uma espécie de porta que separa o sagrado do profano, a igreja também possui uma nave central além de púlpitos usados pelos padres para pregação de sermão do lado esquerdo ficava o evangelho e do lado direito a epístola, as laterais da igreja foram construídas por Manuel de Brito.

 

     A igreja mostra três características do barroco mineiro os elementos fitomorficos, utilização pinturas ou esculturas de flores, antropomórficos utilização pinturas ou esculturas de anjos e zoomorficos utilização de pinturas ou esculturas de animais que geralmente era a águia (sabedoria), o pelicano (eucarística) e a fênix (ressurreição).

Igreja São Francisco de Assis

     A igreja representa o maior símbolo do barroco mineiro, pois possui obras de Aleijadinho e mestre Athaíde. Foi construída de 1765 a 1810, porém só foi realmente concluída em 1820.

     A igreja São Francisco de Assis representa a riqueza e a cultura vivenciada por Ouro Preto no século XVIII, pois quando a igreja começou a ser construída a vila vivia o ápice da exploração do ouro.

     Financiada pela Ordem Terceira de São Francisco de Assis, a igreja pertence à freguesia de Antônio Dias, uma das duas “áreas religiosas” que dividem a cidade (a outra é a do Pilar).

 

     Aleijadinho, foi quem desenhou a planta da construção e de sua portada, da tribuna do altar-mor e altares laterais. Além disso, são dele as esculturas da portada, dos púlpitos, do retábulo e da capela-mor.

     O teto da igreja, possui uma pintura de Manuel da Costa Ataíde, que junto com as colunas e
parapeitos cria um jogo de ilusão de ótica.

     A igreja se destaca pelo estilo rococó, estilo em alta na Europa e a única igreja que possui os púlpitos esculpidos em pedra sabão no arco cruzeiro. A arquitetura não se limita à cópia de estilos europeus, destacando-se pela sua singularidade artística.

     Sobre a impactante expressão barroca, nesta igreja, há um poema de Carlos Drummond de Andrade, intitulado "São Francisco de Assis", algumas estrofes estão transcritas abaixo:

 

São Francisco de Assis
Senhor, não mereço isto.
Não creio em vós para vos amar.
Trouxeste-me a São Francisco
e me fazeis vosso escravo.
Não entrarei, senhor, no templo,
seu frontispício me basta.
Vossas flores e querubins
são matéria de muito amar.
Mas entro e, senhor, me perco
na rósea nave triunfal.
Por que tanto baixar o céu?
por que esta nova cilada?
Senhor, os púlpitos mudos
Entretanto me sorriem.
Mais do que vossa igreja, esta
Sabe a voz de me embalar.
Perdão, Senhor, por não amar-vos.

 

Matriz Nossa Senhora da Conceição

     A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, levou 33 anos para ser construída de 1727 a 1760. Ela foi construída no lugar onde existiu uma Capela erguida pelo Bandeirante Antônio Dias. A igreja demostra a transição da Segunda fase (joanino) para Terceira fase (rococó).

     E a maior igreja de Ouro Preto, possuindo oito altares laterais e o altar-mor. O projeto da igreja e atribuído a Manoel Francisco Lisboa, pai de Aleijadinho. Na Matriz de Nossa Senhora da Conceição está instalado o Museu do Aleijadinho.

     A igreja representa uma construção harmonia em todo o seu traçado, não demonstrando reconstruções ou acréscimos. A obra compõe-se, de nave, capela-mor e uma sacristia do lado do Evangelho. Na nave, ao fundo, a uma tribuna de coro em madeira. Na parede, do lado do Evangelho, tem um púlpito em madeira, sem acesso; do lado da Epístola, a apenas a base para o púlpito.

                                                                

     Na nave, situam-se dois altares laterais. Esses altares, bem como o altar-mor, na capela-mor, parecem ter sido feitos numa mesma época, dada a semelhança de estilo. Demonstram, embora simples, todas as características do estilo rococó. 

     A fachada frontal da igreja é de grande simplicidade, dominada por uma única porta de entrada, com porta decorativa, acima da qual se abrem duas janelas – sacadas, que estão no nível da tribuna do coro. 

 

Congonhas

 

Santuário do Bom Jesus de Matosinhos

     O Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas , é constituído por uma igreja em cujo adro estão as esculturas em pedra-sabão dos doze profetas, cada um desses personagens numa posição diferente que executam gestos que se coordenam. Com isso, as figuras de pedra parecem estar se movimentando.

     Em 1757 um bandeirante, Feliciano Mendes, conseguiu uma graça do padroeiro Bom Jesus de Matosinhos, pagando essa graça com a construção da igreja, que possui o maior acervo de obras de Aleijadinho. A Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, foi construída

 

     A Igreja do Senhor Bom Jesus de Matosinhos, foi construída na terceira fase do barroco mineiro, o rococó. Rica em pinturas, a igreja possui um arco cruzeiro na nave do teto da capela – mor.

     Em seu interior a igreja possui seis relicários deixados por Aleijadinho, todos em madeira dourados com lâminas de ouro, que foram esculpidos como as esculturas dos Passos da Paixão de Cristo. Os relicários são considerados as últimas obras esculpidas em madeira por Aleijadinho. O valor artístico da igreja junto com as 84 peças esculpidas por Aleijadinho torna Congonhas a maior possuidora de um conjunto barroco da América Latina.

     As capelas de congonhas mostra as estações da Via Sacra.

     A primeira capela mostra a última ceia, com Jesus e os 12 discípulos, quando Jesus faz a anunciação de que um de seus discípulos o ira trair. Conforme vão passando as capelas os olhos de cristo vão escurecendo para representar a dor.

 

     Aleijadinho viveu durante a inconfidência mineira, por isso sua obras da Via Sacra fazem referência a esta ocasião .

     A Segunda capela e o monte das oliveiras onde temos o anjo da anunciação. Nesta capela temos a influência da maçonaria com os gestos da mão de João e Thiago.

     A terceira capela e a Prisão de Cristo, onde na parede tem uma pintura de Athaíde. Os soldados em suas vestimentas usam botas ao invés de sandálias uma forma de criticar a coroa.

     A quarta capela possui duas cenas a Flagelação de Cristo, com este amarrado a um pelourinho para representar o sofrimento dos escravos a Segunda cena é a coroação de espinhos com Jesus recebendo um pedaço de cana verde. Nesta capela cristo ainda aparece com manchas de sangue em volta do pescoço simbolizando o enforcamento de Tiradentes.

 

     A Sexta cena é a subida ao calvário, com Cristo carregando a cruz, nesta cena podemos todas as características da escultura de Aleijadinho como, olhos espaçados, nariz reto e alongado, lábios entreabertos, queixo pontiagudo e pescoço alongado em forma de V. A tem um bobo da corte que demonstra mais uma critica ao a coroa portuguesa.

     A última cena é a da crucificação, com Maria Madalena ao lado da cruz. Aleijadinho ainda representa nesta cena o que acredita-se ser o Mestre da Loja Maçônica.

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15º47'47.83''S
47º53'54.55''O